sexta-feira, 27 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
estou a ler aquele que até agora considero ser dos melhores livros que já li. a história retratada prende-me àquelas páginas durante horas a fio. conta uma história de amor, daquelas que não têm necessariamente um final feliz. envolve um rapaz, um homem, melhor dizendo, endurecido pela vida que vê as suas muralhas serem derrubadas por uma paixão avassaladora. uma rapariga, que transpira juventude e jovialidade apesar de já ser uma mulher adulta. duas pessoas tão diferentes que se encontram por acaso e que vivem uma das mais reais histórias de amor que já conheci. e que mesmo não sendo eterna, permaneceu neles eternamente. e a vida que levaram depois disso, os caminhos distintos que escolheram, não impediu que as lembranças do passado estivessem constantemente presentes. e sim, como anteriormente já tinha sido escrito por outro escritor, quando amamos verdadeiramente uma pessoa e vivemos esse amor, quando ele acaba, procuramos retalhos dele e dessa pessoa em todas as outras que se seguem na nossa vida. como se tentássemos juntar as peças de um puzzle que nunca voltará a estar completo.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
sabes o que eu acho? acho que devias esquecer toda essa mágoa que guardas dentro de ti. está a começar a consumir-te, outra vez. ele bateu com a porta e saiu, disse-te que era de vez. e tu aceitaste. ele tentou procurar-te, ele tentou voltar a entrar, ele ofereceu-te o coração nas mãos novamente, e tu é que não o aceitaste. nessa altura já estavas responsável por outro coração, muito diferente. fizeste uma escolha, que te pareceu acertada. agora tens de viver com isso. não podes culpá-lo por ter seguido em frente, não podes confrontá-lo com o teu passado que lhe pertenceu. não é justo. ele também sofreu, e mais do que tu. porque ele não teve logo alguém de braços abertos para ele. mas com o tempo recompôs-se, fechou a porta que era vossa, entregou o coração a outro alguém. e tu fizeste o mesmo. por isso não enchas a cabeça de perguntas e de memórias, aceita a tua nova vida como ela o é. tu já não o amas, e ele já não te ama. amam outras pessoas. não deixes que a nostalgia leve a melhor de ti e te troque as voltas. isso que tu sentes quando pensas nele, não é amor, é o sentimento de confortabilidade. o que se tem com alguém que já nos conheceu e que conhecemos muito bem, e que faz com que as coisas pareçam mais fáceis. mas não caias nessa armadilha do coração. deixa-o seguir a vida dele, fica feliz por ele, e segue a tua e sente-te feliz por ti. tens o teu coração nas mãos de outro rapaz, que por sua vez te entregou o dele. não te esqueças que há um motivo pelo qual as pessoas do nosso passado não fazem parte do nosso presente. não é por acaso que a vida, tratou de as afastar.
sábado, 7 de maio de 2011
J.Lennon
Fizeram-nos acreditar que amor mesmo, amor a sério, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que o amor não é accionado, nem chega com hora marcada. Fizeram-nos acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém na nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. Nós crescemos através de nós mesmos. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável. Fizeram-nos acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas que pensam igual, agem igual, e que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram-nos acreditar que o casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram-nos acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que gostam pouco de sexo são caretas, que os que gostam muito de sexo não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeças tortas do que pés tortos. Fizeram-nos acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade . Não nos contaram que estas fórmulas não dão certo, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não nos contaram que ninguém nos vai dizer isto. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando estiveres muito apaixonado por ti mesmo, vais poder ser muito feliz e apaixonares-te por alguém.
john lenon
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