segunda-feira, 25 de abril de 2011

"tu podes passar minutos, horas, dias, semanas ou até meses, a analisar exaustivamente a situação, a tentar encaixar todas as peças, justificando o que podia ter acontecido, o que teria acontecido "se.."... ou então, podes simplesmente deixar a porcaria das peças no chão e seguir em frente!"

quarta-feira, 20 de abril de 2011

"-quem me dera voltar a ser criança..
-porquê?
-joelhos esfolados são muito mais fáceis de curar do que corações partidos."

domingo, 17 de abril de 2011


You want my opinion? We're all a little weird and life's a little weird. And when we find someone whose weirdness is compatible with ours and we join up with them and fall into mutally satisfying weirdness, we call it love. True love. 

terça-feira, 12 de abril de 2011

it goes on

em três palavras podes resumir-me o que aprendeste com a vida?
que ela continua.
não importa quantas vezes aches que bateste no fundo, ou quão dolorosa a vida se torne. independentemente de corações partidos, expectativas não atingidas ou quantas vezes te desiludiram. a única coisa com que podes contar na vida, é que ela continua.

domingo, 10 de abril de 2011


não tenhas medo. isso que sentes agora, essa dor que teima em lembrar-te da sua existência, essa dor há-de passar. talvez não seja hoje nem amanhã, nem nos próximos dias, mas passará. sei que te custa muito, que sentes o coração amachucado dentro do peito, como se te tivessem pegado nele e estrangulado com toda a força, eu sei. e essas feridas que teimam em arder, por dentro. é difícil não é? a confusão que te vai na cabeça, e a cabeça esta que teima em não se entender com o coração. já tentaste tudo, depois decidiste conformar-te e esquecer, foi difícil, e quando parecia que já o tinhas esquecido, a memória prega-te uma partida e volta a lembrar-te dele. do seu cheiro, da sua voz, do seu toque. as lembranças dos vossos momentos tornam-se tão vivas como se tivessem acontecido ontem. por algum motivo a memória decidiu lembrar-te apenas do que foi bom, o que te faz sentir mais saudades, o que faz com que te doa mais cada vez que estas memórias te assombram o pensamento. e assim, de repente, começa tudo outra vez. logo agora que pensavas que já tinhas posto o passado onde ele pertence. voltaste a passar noites a pensar nele, no que estará ele a pensar, no que será que ainda significas para ele. voltaste a chorar cada vez que por acaso te cruzas com uma determinada fotografia, ou que a tal música te faz passar diante dos olhos imagens dos vossos momentos. sentes outra vez o coração apertado cada vez que passas pelo número dele na agenda, e sentes-te tentada a mandar-lhe uma mensagem mas não o fazes, não o fazes porque apesar de tudo sabes que isto já não é o melhor para ti. mesmo que o coração e a cabeça te queiram pregar partidas com tantas memórias e com feridas ainda por sarar, tu sabes que tens de seguir em frente, sabes que o que em tempos vos uniu já não existe. eu sei que te dói, mas prometo-te que vai passar. não precisas de comprimidos, nem sequer de longas conversas sobre o assunto. o teu melhor amigo, vai ser o tempo. ele é o único que tem a cura de que precisas. e com o tempo, vais conseguir encaixar o passado no passado, e vais conseguir olhar para ele sem sentires dor. os vossos momentos vão passar a ser apenas memórias que relembrarás com saudades, mas uma saudade miudinha de tempos bem passados e nada mais. com o passar dos dias as feridas vão sarar, e coração vai voltar ao seu estado normal, o teu sorriso vai voltar a ser sentido. no fim de tudo vais olhar para ti e vais ver uma rapariga mais forte, que sobreviveu a um desgosto de amor com coragem, vais aprender novas lições. não tenhas medo que isto que sentes agora dure para sempre, não dura. e quando passar, vais sentir-te melhor contigo mesma e com os outros. vais sentir-te como que com uma nova vida cheia de novas possibilidades. e um dia, talvez amanhã, daqui a umas semanas, ou meses, vais encontrar outro rapaz que faça o teu coração bater descontroladamente, que te encha os dias e as noites, que te ame pelo que tu és. por isso não te preocupes. levanta a cabeça, chora quando sentires que o tens de fazer, e sem vergonha, aceita as lágrimas como parte do luto de uma coisa que já passou, mostra o teu sorriso mesmo quando não sintas que é verdadeiro. vais ver que quando deres por ti vês que afinal aquelas feridas de agora já começam a sarar, e o passado começa a entrar nas gavetas. sai com os teus amigos, quando o vires diz-lhe olá mas não fiques para uma conversa. pensa em ti. põe-te em primeiro lugar como já há muito não fazes. vai ficar tudo bem. prometo-te.

sábado, 9 de abril de 2011

O amor não é complicado, as pessoas é que são.


estou cansada de ver toda a gente à minha volta deprimida, com corações partidos, zangados com o amor ou simplesmente já conformados e desistentes sem qualquer intenção de voltar a acreditar nele. acho que o problema é que esperam um amor fácil, algo que seja bom cem por cento do tempo, que não magoe, que não desiluda e que não faça chorar. isso não existe. isso não é amor, são aventuras, são paixões, coisas boas mas passageiras, um fogo efémero. quando essa paixão inicial da novidade passa, acaba, passam para a seguinte, voltam a procurar a  mesma sensação. é normal que isso as desiluda. isso não é amor. amor é o que vem depois. é o que cresce quando passamos por cima das dificuldades. e é a melhor parte. mas só la chegam os corajosos que se atrevem a não desistir, que em vez de procurarem mais pessoas, procuram mais na mesma pessoa. corajosos porque é preciso força para superar as noites sem dormir, as lágrimas teimosas,   o coração apertado, os tempos de crise. a verdade é esta, o amor magoa. dói, consome-nos, tira-nos a fome, a sede, com a mesma veemência que nos faz devorar uma caixa de chocolates, leva-nos ao céu e ao inferno no mesmo dia, enche-nos de sonhos e faz-nos ter pesadelos, dá-nos anos de vida ao mesmo tempo que nos dá cabelos brancos. mas tudo isto comparado com o sentimento que temos ao olhar-mos para uma pessoa e ver-mos nela o nosso mundo inteiro, não é nada. esquecemos tudo, sobrevivemos a tudo. e o bom do amor é que não vem sozinho, vem acompanhado da amizade, da paixão, da confiança, da segurança, da felicidade desmedida, da simplicidade. sim o amor faz-nos contentar-mo-nos com pouco e sentir-mo-nos com muito, num bom sentido. não se trata de ter alguém, trata-se de se ter aquela pessoa. aquela que é nossa, que conhecemos tão bem e nos conhece como ninguém, aquela que sabe todos os nossos segredos e defeitos e continua a amar-nos, que sabe ler-nos nos olhos o que pensamos e que continua a sentir-se feliz com o nosso riso mesmo depois de o ter ouvido mil e uma vezes. o amor tem esta dualidade, que nos faz querer atirar o nosso amado de um penhasco para logo a seguir o ir a correr apanhar. mas uma coisa é certa,  o amor não é fácil mas vale a pena, completamente. mas não é algo que deva ser procurado, ele é que nos encontra e quando menos esperamos. e não importa quantas vezes desistamos dele, se for amor, ele acaba sempre por voltar. 

no matter what



e são essas coisas que te vais lembrar quando te bater com a porta pela última vez

waaaaaaay to much time!

eu passo demasiado tempo dentro da minha cabeça. tão verdade

domingo, 3 de abril de 2011

" recua um passo. olha de uma vez por todas para ti. respiras, és um ser humano. és bonita. tão bonita. e podes ser qualquer coisa. podes ser tudo. não odeies ninguém só porque alguém te partiu o coração, só porque os teus pais se passaram contigo, ou a tua melhor amiga lixou-se para ti, ou o teu pai chateou-se contigo, ou só porque o puto que mora no fundo da rua chamou-te gorda, feia, estúpida, horrível. não te culpes por coisas que não consegues controlar. chora quando for necessário e esquece quando for altura. não vivas em memórias dolorosas por estares com medo de as esqueceres. apaga as coisas que não são boas de recordar. pára de ver a vida como garantida. vive por ti. apaixona-te. desapaixona-te. apaixona-te. desapaixona-te. e continua a fazê-lo até descobrires o que é realmente amar alguém. questiona as coisas. conta às pessoas aquilo que realmente sentes. dorme por baixo das estrelas. cria. imagina. inspira. partilha algo maravilhoso. conhece novas pessoas. faz o dia de alguém. vive a tua vida como se esta tivesse imenso potencial. limita-te a viver, damn it! deixa que todas as coisas más da tua vida se vão embora e vive. e um dia, quando fores mais velha, olha para trás sem nenhum arrependimento."

sábado, 2 de abril de 2011

"Há poucos lugares ou pessoas onde ou com quem me sinto em casa, e, na verdade, apesar de gostar de estar fora de casa, passados uns tempos acabo por ter saudades e estranhar. Mas tenho uma ideia de casa fixa, a minha casa e as minhas amigas. 
Tu deste-me um novo conceito de casa, casa passou a ser todos os lugares, independentemente do tempo, em que eu esteja contigo; casa és tu: és conforto, protecção, abrigo, um pára-vento, um pára-raios, um pára-choques, tudo o que me/te/nos isole do mundo, porque eles não sabem o que isto é e eu não sei explicar. 
Ser a casa de alguém é tudo o que alguém pode querer ser, é a pessoa dar-se a nós no clímax da sua vulnerabilidade, confiança e "desprotecção", um coração aberto e nu bastante fácil de partir em mil lágrimas, mas a casa nunca o faria.
Tu és a minha casa porque sei que, quando o meu mundo treme, o primeiro lugar que me passa pela cabeça, se é que o és (um lugar), és tu, tu: o teu corpo e todo o teu amor, tudo o que tu és comigo e nós somos juntos. 
Aconchega-me a alma saber que, independentemente do sítio onde estejamos, se estiver contigo, estou em casa. E não há nada como estar em casa."

into the wild

"Remy – Tu não dás muita importância à vida, ou dás?
Nathalie – Na verdade, não.
Remy – Eu era como tu na tua idade. Podia morrer a qualquer minuto. Pouco me importava. É por isso que os jovens dão os melhores mártires. É paradoxal, quando envelhecemos é que nos apegamos à vida. Quando começamos a subtrair: “restam-me 20 anos, 15 anos, 10”. Quando sabemos que é a última vez que fazemos alguma coisa. É a última vez que compro um carro, a última vez que vejo Génova, Barcelona.
Nathalie – Não viverei tanto tempo.
Remy – Como pode saber?
Nathalie – Overdoses são frequentes, sabia?
Remy – Nem isso tu podes prever. Talvez seja melhor parar e viver até ficares bem velhinha. Não entendemos o passado, como podemos prever o futuro?! Ninguém nunca sabe o que vai acontecer. Excepto eu, agora. Eu sei.
Nathalie – Sente medo?
Remy – Claro que sim. Não quero deixar a vida. Não podes imaginar como amei.
Nathalie – E o que tanto amou?
Remy – Tudo. O vinho, os livros, a música, as mulheres, principalmente as mulheres. Os seus cheiros, a sua boca, a maciez da sua pele.
Nathalie – Conheceu muitas?
Remy – Sim.
Nathalie – Com o tempo, não começam a parecerem-se umas com as outras?
Remy – Sim, um pouco. Mas nunca me cansei delas.
Nathalie – Continua um sedutor?
Remy – Não. Com a idade não é mais a mesma coisa.
Nathalie – Mas ainda pode beber vinho.
Remy – Infelizmente o meu fígado não permite.
Nathalie – E as viagens que queria fazer, fê-las?
Remy – Hoje em dia, há turistas demais em toda parte.
Nathalie – Não é sua vida actual que não quer deixar. É a sua vida passada. E essa já está morta."



“Sabes, este mundo é um lugar engraçado. Se eu fosse nazi, haveria quem defendesse o meu direito constitucional de odiar judeus. Se eu pertencesse ao Ku-Klux-Klan, alguém defenderia o meu direito de odiar os negros. Um lugar engraçado este mundo. O ódio tem direitos. O amor não.”