quarta-feira, 29 de junho de 2011



os livros ensinam-nos a não entregar o coração nas mãos de um animal selvagem, mas eu não consigo encontrar algo mais fascinante do que isso.. a imprevisibilidade, a inconstância, a impulsividade. sentir o coração a bater a mil à hora por nunca se saber com o que se pode contar, a adrenalina de tentar domar um coração selvagem, que está lá até não estar, que ama até não amar, que quer até não querer.. um espírito livre, que não se deixa enrolar pela teia da conformidade, das certezas, do habitual. alguém que se mantém um mistério, que nunca se expõe completamente. que nos leva ao limite do físico, do psicológico, do emocional. que nos faz atravessar a linha do perigo e nos puxa para além de nós mesmos.
não consigo deixar de me sentir atraída por uma coisa assim.

terça-feira, 28 de junho de 2011


eu gosto é daqueles dias em que se acorda sem pressas, se abre as janelas para deixar entrar a brisa, e que de olhos fechados se saboreia uma chávena de café quente acabado de fazer. nesses dias em que a paz se instala e em que tudo parece simples e bom. como eu gosto desses dias!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Um dia eu ganho o totobola
Ou pego na pistola
Mas que eu morra que aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à lua
Nem que eu roube a lua,
Só para ti
Um dia eu ganho o totobola
Ou pego na pistola
Mas que eu morra que aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti
ele: tu ficarias com alguém sem pé, sem braço ou mão?
ela: claro. eu até já fiquei com pessoas que não tinham coração..

terça-feira, 21 de junho de 2011

"Incrível como é fácil esconder uma madrugada de choros com um sorriso idiota. E toda a gente acredita.
E mesmo assim há vezes que não dá para aguentar, as desilusões, os sonhos frustrados, os assuntos inacabados, acabam comigo, e então eu choro, porque fingir um sorriso já não chega para me contentar."

sábado, 4 de junho de 2011


nunca tinha dado por isso..mas os ponteiros do relógio causam uma dor maior cada vez que compassam um segundo a mais. como se quisessem deixar bem claro que o tempo está a passar, os segundos, os minutos, as horas, os dias... é a única constante da vida. quer nos sintamos no topo ou no fundo, o tempo continua a passar. mesmo que doa, mesmo que cada tic tac se sinta na pele como um punhal. é o relógio que nos lembra que o mundo não pára, que a vida continua, que lá fora ninguém espera por nós para nos consertarmos.