sábado, 2 de abril de 2011

"Há poucos lugares ou pessoas onde ou com quem me sinto em casa, e, na verdade, apesar de gostar de estar fora de casa, passados uns tempos acabo por ter saudades e estranhar. Mas tenho uma ideia de casa fixa, a minha casa e as minhas amigas. 
Tu deste-me um novo conceito de casa, casa passou a ser todos os lugares, independentemente do tempo, em que eu esteja contigo; casa és tu: és conforto, protecção, abrigo, um pára-vento, um pára-raios, um pára-choques, tudo o que me/te/nos isole do mundo, porque eles não sabem o que isto é e eu não sei explicar. 
Ser a casa de alguém é tudo o que alguém pode querer ser, é a pessoa dar-se a nós no clímax da sua vulnerabilidade, confiança e "desprotecção", um coração aberto e nu bastante fácil de partir em mil lágrimas, mas a casa nunca o faria.
Tu és a minha casa porque sei que, quando o meu mundo treme, o primeiro lugar que me passa pela cabeça, se é que o és (um lugar), és tu, tu: o teu corpo e todo o teu amor, tudo o que tu és comigo e nós somos juntos. 
Aconchega-me a alma saber que, independentemente do sítio onde estejamos, se estiver contigo, estou em casa. E não há nada como estar em casa."

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