

Hoje o meu corpo mais do que nunca chama pelo teu. O frio que entra pela janela e me arrepia até à espinha, traz-me à memória o calor dos dias que passávamos entre as paredes desta casa. Um remédio para a alma que nos aquecia o coração e nos preenchia com o mais caloroso dos sentimentos. Hoje tenho a alma gelada, e o frio que me alcança até aos ossos, não te trouxe com ele. E enquanto chamo por ti em silêncio, o mar lá fora da janela grita furiosamente como quem diz que tu não vais voltar. Mas o meu corpo continua a chamar por ti, e espera com uma fervorosa esperança que o teu entre pela porta desta velha casa e mate comigo o Inverno que para nós só existe fora destas paredes.
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